20 de maio de 2012

... Entrelinhas ...

A linha do tempo só se torna invisível na teoria, pois na prática ela se faz muito real. Sendo pelos traços deixados nas pessoas, ou simplesmente pela diferença de costumes, hábitos e crenças. Porém, o que ao meu ver, é totalmente nítido são as ligações entre as gerações. É a avó usufruindo dos mesmos "prazeres virtuais" dos da neta; É a preocupação do pai em se manter "atualizado" o suficiente para poder acompanhar a filha nas saídas; É o carinho que a neta transmite em entregar uma flor simbólica para a avó com intuito de homenageá-la em seu dia; É incrivelmente o andado em sincronia surgido entre dois amigos de uma geração passada, que se eterniza por seus descendentes; É a "cultura musical" associada a hereditariedade mútua, onde instantaneamente ao escutar uma música o pai e a filha vibram e "sentem" as acordes, e todos os trechos como um "ritual sagrado" sem interrupção alguma, ou as irmãs que cantam "descontroladamente" em cima do sofá da sala sem medo de se desafinarem ou se desequilibrarem dali; É a filha imitar "singelamente" o arrastado dos pés da mãe, ou somente deitar-se com ela e abraça-la e ficar desejando que aquele momento se torne cada vez mais frequente; É a irmã mais nova tornar a irmã mais velha uma "ídola" dela, um espelho refletindo coragem, amor e dedicação em tudo que ela faça.

Portanto, são diversos e firmes os fios que ligam esses "mundos" em um só .. ENTRELINHAS.